Guia Recife

Onde ir

Boa Viagem - Os Arrecifes

Toda a praia de Boa Viagem, que tem aproximadamente 07km de extensão, é protegida por uma barreira de recifes (ou arrecifes) naturais, os quais deram nome à cidade. Na maré baixa, formam-se várias piscinas naturais ao longo da praia; também durante a maré baixa, é possível andar sobre os recifes, que são relativamente planos e largos.A água de Boa Viagem está sempre morna, em torno dos 26ºC. E tudo acontece por aqui: a abertura oficial do verão, torneios esportivos, além de um alegre e já tradicional reveillon.


Mergulho

Recife, a capital de Pernambuco, é considerada a capital dos naufrágios do Brasil, que são dos mais variados tipos e épocas, todos à disposição dos mergulhadores. Visite www.projetomar.com.br


Oficina de Francisco Brennand

É ao mesmo tempo oficina e museu. Cercados por jardins encontram-se em exposição permanente – murais, painéis,esculturas – cerca de 2000 peças de grande e médio portes. A modelagem é primorosa e geralmente os trabalhos são decorados com cores intensas. A queima é realizada em forno de alta temperatura – 1400 Cº, combustão a óleo, sempre com vitrificação. As massas usadas na confecção das peças são produzidas no próprio local com argilas de diversas procedências – Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco.Visite www.brennand.com.br  faça um tour virtual.


Instituto Ricardo Brennand

Foi criado pelo colecionador pernambucano Ricardo Brennand, que durante cinqüenta anos vem adquirindo obras de arte das mais diferentes procedências e épocas, cobrindo um espaço de tempo entre a Europa medieval do século XV, o Brasil Colonial das invasões holandesa, século XVII, até o Brasil do século XIX. Essas obras de arte estão reunidas em Coleções de Pintura, brasileira e estrangeira, com destaque para a maior coleção privada do pintor holandês Frans Post, Armaria, Tapeçaria, Artes Decorativas, Escultura e Mobiliário.

Visite www.institutoricardobrennand.org.br (site oficial) e também o Tour Virtual.


Cachaça Carvalheira

Eleita pelo ex-presidente Fernando Henrique a bebida oficial para brindar as comemorações dos 500 anos de descobrimento do Brasil, a cachaça é a bebida destilada mais consumida no país. Foi por amor a essa bebida tipicamente brasileira que os empresários Eduardo Carvalheira e Fernando Remígio criaram, em 1995, a Cachaça Carvalheira, produzida, envelhecida e envasada em Pernambuco. Seu diferencial consiste no fato de ser envelhecida em barris de carvalho, num processo semelhante ao do rum. Durante a visitação, o turista poderá conhecer um pouco mais da história das cachaças de Pernambuco, através de um mostruário de dezenas de garrafas de vários tipos, tempos e rótulos. Os visitantes poderão acompanhar o processo de preparação dos barris de carvalho branco, colocação da bebida, envelhecimento, controle de qualidade, engarrafamento e finalmente a degustação da Cachaça Carvalheira. 

Visite www.carvalheira.com.br


Bairro de Poço da Panela - Praça do Poço da Panela 

Ninguém pode imaginar que uma metrópole com mais de 3,5 milhões de habitantes (na região metropolitana) guarde ainda certos recantos tal qual uma cidadezinha de interior: O Poço da Panela. Esse antigo bairro, situado na Zona Norte da cidade do Recife e totalmente fora dos roteiros turísticos, conserva ainda aquele bucolismo de quando seus habitantes iam banhar-se no Capibaribe, que corre logo ali, além das suas margens, ou quando as lavadeiras ainda exerciam o seu ofício nessas mesmas águas. O Poço da Panela era dono dos banhos mais afamados de Pernambuco, como contam os viajantes da época, e testemunhou muitas lutas abolicionistas do seu mais ilustre morador, José Mariano Carneiro da Cunha. Hoje, o bairro aristocrático, cortado pela famosa Estrada Real do Poço, tombada pelo Patrimônio Histórico, com suas praças e ruas de pedras, seus casarões seculares bem conservados, mantém aqueles ares de Recife do século XIX, abrigando fundações de cultura e a igreja de Nossa Senhora da Saúde (1772).


Fundação Gilberto Freyre

A Fundação Gilberto Freyre, encontra-se instalada no local em que o sociólogo e escritor Gilberto Freyre escolheu para morar por mais de 40 anos: o bucólico e tradicional bairro de Apipucos, mais precisamente na Vivenda Santo Antônio de Apipucos, construída no início do século XIX, no alto de uma colina, no Recife. A casa em que ele viveu é hoje chamada de Casa-Museu Magdalena e Gilberto Freyre, aberta ao público com o propósito de divulgar o acervo tão cuidadosamente preservado pelo seu patrono. Em visita a Casa-Museu, o turista terá o prazer de conhecer intimamente a vida e obra do Mestre de Apipucos, que contém uma rica coleção bibliográfica com cerca de 40.000 livros, entre eles um raríssimo exemplar dos Lusíadas, mobílias do século XIX em madeira de lei, peças Spieler, jogo de chá em prata portuguesa e painéis de azulejos portugueses de meados do século XVI e XVII.  Horário: de segunda a sexta das 09:00h às 17:00h. Mais informações: (81) 3441-2883 / 1733. Visite: www.fgf.org.br Biblioteca virtual: bvgf.fgf.org.br


Recife Antigo 

Bairro que deu origem à cidade, o Recife Antigo surgiu em fins da primeira metade do século XVI. O ponto de origem da povoação foi um porto, construído para escoar pau-brasil e os produtos da atividade agro-açucareira de Olinda, então capital pernambucana. O bairro chegou aos dias de hoje com vários prédios históricos restaurados, outros trechos do seu casario em recuperação e, pelo menos, três pólos de lazer consolidados. A população residente, se comparada à de outras épocas, era insignificante: apenas 700 moradores, dando ao bairro o título de segundo menos populoso da cidade. Mas, é para o velho Recife que não só a prefeitura, como também o governo estadual, estão carreando grandes programações turístico-culturais.


Espaço Cultural Pátio de São Pedro

No Espaço Cultural Pátio de São Pedro o turista e o recifense não encontra apenas festas e eventos que identificam a cultura recifense, mas as raízes históricas, com museus e memoriais de personalidades regionais, como Luiz Gonzaga, o rei do baião, e Chico Sciense, mestre do mangue beat. Em poucas horas, o turista tem a oportunidade de conhecer mais da nossa cultura, história e gastronomia. Tudo isso em um só lugar, no Pátio de São Pedro.



Renda Renascença

A Renda Renascença teve origem em Veneza, na Itália, por volta do século XVI, mas foi difundida pelos franceses, que adornavam o vestuário da corte com esse trabalho. Veio para o Brasil na época colonial, por intermédio das freiras missionárias europeias e difundiu-se no Nordeste. Contam que as freiras de clausura de Olinda (PE) foram às disseminadoras da renascença em Pernambuco (Poção e Pesqueira). Como não mantinham contato com pessoas da comunidade, a técnica foi passada para serviçais do convento. Bordar é ornamentar, transformar um tecido com fios, cores e desenhos, buscando um resultado que agregue valor a ele.


Onde comer

Destemperados é a maior rede de caçadores de experiências gastronômicas do Brasil. É composta por mais de 100 consumidores apaixonados por comer e beber bem que compartilham suas experiências pelo mundo.

http://www.destemperados.com.br/regiao/pe

Litoral Norte

Onde ir

  • Itamaracá

Itamaracá é uma palavra de origem indígena que significa “pedra que canta” ou “pedra sonante”. Segundo historiadores, o surgimento do povoado data de 1508, sendo elevado à categoria de vila em 1540. A sede do município fica no Pilar, que se tornou vila em 1831. Famosa pelo título de “capital da ciranda”, a Ilha de Itamaracá mantém viva a cultura popular pernambucana e possui uma das orlas mais freqüentadas do Estado. O Pilar, o Forte Orange, a Coroa do Avião e a famosa Vila Velha são algumas das praias que atraem turistas de vários lugares do país e movimenta o setor econômico local. A Coroa do Avião é um extenso banco de areia localizado entre a Ilha de Itamaracá e o Canal de Santa Cruz; o local serve de base para pesquisas de aves migratórias.


  • Igarassu

Guarda uma relíquia histórica: a igreja dos Santos Cosme e Damião, construída em 1535 (a mais antiga do Brasil). A arquitetura barroca da cidade é uma das mais representativas do Nordeste. Foi no Sítio dos Marcos (Marco de Pedra), que delimitava as capitanias de Pernambuco e Itamaracá, que, em 1516, Cristóvão Jacques ergueu a Feitoria de Pernambuco. Nesse Sítio, em 9 de março de 1535, Duarte Coelho desembarcou para tomar posse de sua capitania, dando início ao processo de colonização portuguesa no Brasil.

Litoral Sul

Onde ir

  • Porto de Galinhas

Se você vem para Porto de Galinhas e quer se sentir totalmente ambientado, uma dica é conhecer os costumes dos moradores da região. Seguem algumas dicas: 

     1.  Um passeio pela vila de pescadores, onde é possível conversar com as pessoas que moram e trabalham na região;

     2.  Visita às lojas de artesanato, aonde são encontradas peças que retratam a cultura nordestina;

     3.  Saborear a culinária local oferecida por restaurantes, bares e lanchonetes. Você pode optar por peixes frescos - preparados e fritos na hora, bem como outros pratos que incluem ostras cruas, agulhas fritas, lagosta, quebradinho de caranguejo ou espetinhos de camarão;

     4.  Experimentar os mais variados sucos ou coquetéis de frutas tropicais, encontrados facilmente nos restaurantes locais;

     5.  Uma visita ao Engenho Canoas, que fabrica, até hoje, a rapadura – tipo de doce em barra que tem a cana-de-açúcar como matéria-prima.


  • Calhetas

Calhetas em tupi significa Pequena Enseada , um nome que já diz tudo. Rola a lenda que os primeiros haoles a chegarem na área foram um maluco chamado Vicente Yanez Pinzón e sua galera de espanhóis por volta do dia 26 de janeiro de 1500. Fica a mais ou menos 40 km ao sul de Recife. O lugar fica situado no Município de Cabo de Santo Agostinho e o acesso é pela BR 101 e depois pela PE 60. Existem várias placas e apesar de ser estrada de chão o acesso é simples e fácil.


  • Gaibu

Do tupi, vale do Olho D’água, é uma das mais badaladas do litoral pernambucano. Lá você encontra uma estrutura de pousadas, hotéis e restaurantes, o mar tem água cristalina e convida ao mergulho e ao surf. Uma das atrações principais de Gaibu é a escalada no morro das pedras para apreciar um belo visual do mar e conhecer mais um cenário privilegiado: a praia de Calhetas.


  • Carneiros

Em Tamandaré você tem que desfrutar da paisagem selvagem da praia dos Carneiros, localizada à 5 Km da cidade. Carneiros é uma praia de sonhos. São 5 Km de coqueiros que margeiam toda a sua extensão, a água é límpida e morna e sua paisagem é moldada pelo estuário do Rio Formoso e por um paredão de arrecifes de 1Km de extensão. As piscinas naturais e os bancos de areia oferecem um espetáculo de cores inigualável. As ondas banham a “igrejinha dos Carneiros”, porque ainda hoje utilizada em eventos isolados. A praia é um paraíso que merece ser visitado, pois a paisagem ainda é quase a mesma do início do século. Permite ancoragem natural na maré baixa de pequenos barcos e médias embarcações na maré alta.


Agreste

Onde ir

  • Trilha da Cachoeira do Nestor

Tem início na Fazenda Santa Maria no município de Caruaru, terminando na Cachoeira do Nestor, município de Altinho. Sua extensão é de 3 Km em terreno irregular. Em seu percurso, contempla-se mirantes, afloramentos rochosos, furnas, bicas, sítios, casas de farinha e cachoeira.


  • Trilha do Açude Aluízio de Azevedo

Situada na Serra dos Cavalos, tem uma extensão aproximada de 2 Km. Em seu percurso, contempla-se o açude Aluízio de Azevedo, trechos de matas, bromélias, samambaias e orquídeas, além de um banho de bica (Caruaru).


  • Trilha da Jaqueira

É um lugar privilegiado pela natureza. O município reserva para o visitante um fantástico passeio por trilhas ecológicas, assim como inúmeros atrativos naturais, como a Serra do Urubu e a Serra do Espelho. Entre elas, ainda existe uma parte de Mata Atlântica preservada pela iniciativa privada, a qual procura-se manter através do replantio de árvores com o acompanhamento especializado.


  • Bonito

Bonito tem clima ameno, mata com trilhas confortáveis e uma rede hídrica diversificada. São rios, nascentes, barragens, riachos e sete cachoeiras, além das corredeiras, lagos e piscinas que se formam nos vários pontos que vêm sendo explorados pelos interessados em aventuras.


  • Vale do Catimbau

Região de caatinga, com grande biodiversidade, localizada a 295 km do Recife, com extensos paredões de granito, o Vale do Catimbau abriga várias cavernas, canyons e sítios arqueológicos com inscrições rupestres. É um importante patrimônio cultural e natural esculpido pela Natureza há mais de 150 milhões de anos.


Telefones úteis

Transporte

  • Aeroporto Internacional Guararapes – 3322 4188
  • TIP – Terminal Rodoviário – 3207 1088

Cias Aéreas

  • Gol – 0300 115 2121 (custo de ligação local)
  • Varig – 4003 7000
  • Tam – 4002 5700
  • Ocean Air – 4004 4040
  • Taf – 0300 313 2000

Locadoras de veículos

  • Avis – 0800 725 2847
  • Localiza – 0800 979 2000

Rádiotáxi

  • CoopSeta Aeroporto – 3322 4153
  • Rádio Táxi – 3419 9595

Hospitais (particulares):

  • Memorial São José – 3421 2222
  • Real Português – 3416 1122
  • Santa Joana – 3216 6666

Delegacia do turista

  • Aeroporto – 3322 4188

Museus

  • Museu de Arte Moderna – 3232 1694
  • Museu do Estado de Pernambuco – 3427 9322
  • Fundação Gilberto Freyre – 3341 1733
  • Oficina de Francisco Brennand – 3271 2466
  • Instituto Ricardo Brennand – 3271 1544

Roteiro da Poesia

Mauro Mota – Praça do Sebo

Mauro Ramos da Mota e Albuquerque bacharelou-se em Direito, mas dedicou sua vida ao jornalismo e ao magistério. Eleito em 1970 para a Academia Brasileira de Letras, foi também membro da Academia Pernambucana de Letras. A escultura em concreto natural, representando Mauro Mota, sentado em um banco, lendo um grande livro aberto pode ser compartilhado por quem sentar ao lado interagindo com o poeta. Situada no Pátio do Sebo, no centro do Recife, induz o visitante ao desfrute da praça arborizada e com bancos convidativos à leitura.


Antônio Maria – Rua do Bom Jesus

Antônio Maria Araújo de Morais nasceu no Recife e iniciou sua vida artística aos 17 anos na Rádio Clube de Pernambuco como apresentador de programas musicais. Compôs em 1951, o Frevo nº 1 do Recife, o primeiro de uma série de cinco. Sua escultura é de concreto armado polido e está na rua do Bom Jesus, no Recife Antigo. Antonio Maria está sentado em banco de concreto, situado em frente a outro banco vazio, convidando o visitante a conversar com o poeta e relembrar seu legado de belas composições da música brasileira.


Luiz Gonzaga – Casa da Cultura

Luiz Gonzaga nasceu no município de Exu, no sertão pernambucano e faleceu no Recife. Foi o maior responsável pela divulgação da música nordestina no Brasil. Localizada em frente à Casa da Cultura, a escultura de tamanho natural, em concreto colorido e patinado, mostra Luiz Gonzaga tocando a sanfona. O triângulo e a zabumba que compõem a obra sugerem uma brincadeira do público completando os personagens do Trio de Forró.


Ascenso Ferreira – Cais da Alfândega

Ascenso Ferreira nasceu no município de Palmares e faleceu no Recife em 1965. Usava sempre um chapéu de palha, que logo tornou-se sua marca. A poesia de Ascenso pertence à primeira geração do Movimento Modernista de Pernambuco, tendo publicado em 1927 seu primeiro livro Catimbó. A escultura do poeta Ascenso Ferreira está acomodada em um fardo de jornais, ao lado de pilhas de livros que lhe servem de banco e descanso. As pilhas ao lado sugerem uma parada junto ao poeta para contemplação do Rio Beberibe e do Cais da Alfândega.


Joaquim Cardozo – Ponte Maurício Nassau

Joaquim Cardozo publicou seu primeiro livro aos 50 anos de idade e morreu sem ter o reconhecimento do grande público. Mas os críticos sempre o classificaram como um dos maiores poetas da língua portuguesa no século XX. A obra poética de Joaquim Cardozo tem como temas constantes o Recife e o Nordeste. A escultura em concreto armado polido, representa o poeta Joaquim Cardozo recostado ao balaústre dos arcos que ladeiam a ponte Maurício de Nassau.


Chico Science – Rua da Moeda

Francisco de Assis França, nasceu em 13 de março de 1966, no interior de Pernambuco. Na década de 90, uniu-se a grupos de maracatu e hip hop e criaram um gênero musical que resultou numa mistura de ritmos dos tambores, guitarras, frevo, embolada, xaxado, rap e rock. Junto à Nação Zumbi, Chico Science foi o responsável pela criação do movimento Manguebeat. A escultura em resina e fibra de vidro com acabamento em apliques de tecido e palha, representa a figura do mangueboy Chico Science. Equilibrada em uma alfaia de Maracatu, a escultura se encontra na Rua da Moeda, encrustrado no alto de um poste de concreto.


Clarisse Lispector – Praça Maciel Pinheiro

Clarice Lispector nasceu em Tchetchelnik, na Ucrânia, mas passou a infância com a família no Recife, em 1925, onde estudou no Ginásio Pernambucano. A escultura apresenta Clarice sentada, na Praça Maciel Pinheiro, em cadeira de espaldar iluminada por um abajur alto, com uma máquina de escrever no colo. A escultura retrata a intimidade do gesto de escrever e evoca a inspiração que Clarice Lispector foi buscar naquela praça, um lugar de sua infância.


Capiba – Rua do Sol

O mais conhecido compositor de frevos do Brasil, Lourenço da Fonseca Barbosa – Capiba, nasceu em Surubim no interior do estado, mas adotou o Recife como cidade onde permaneceu até o fim da vida. Representado na rua do Sol, em pé num balcão antigo, a estátua de Capiba evoca os velhos carnavais e saúda o desfile do Galo da Madrugada e o autêntico frevo pernambucano. A obra convida o folião, ao lado de Capiba, assistir ao carnaval do Recife e cantar Madeira que cupim não rói.


Carlos Pena Filho – Praça da Independência

Carlos Pena Filho publicou em 1952 O Tempo da Busca, seu primeiro livro de poesias. A escultura, na Praça da Independência, é um conjunto da figura, mesa e bancos. Todos feitos em concreto, chumbados entre si e ao piso, numa composição do momento do poeta. Baseada no poema mais famoso de Carlos Pena Filho “O Chope”, em que, nos convida a um trago de reflexões e angústias; a vida no centro da cidade, enquanto, em um gesto, quase secreto, escreve seu poema mais famoso.


Solano Trindade – Pátio de São Pedro

Francisco Solano Trindade foi poeta, cineasta, pintor e teatrólogo, tendo sido fundador do Pólo de Cultura e Tradições Afro-Americanas em 1954. A escultura em concreto armado polido, no Pátio de São Pedro, representa o poeta Solano Trindade, em pé em cima de um tambor de Maracatu, onde segura um sino de bronze. O tambor serve de base para a escultura e pequeno palco para recitais, discursos, falas e qualquer interatividade de postura, fala e teatro, como tribuna para auto-expressão.


Manuel Bandeira – Rua da Aurora

Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho nasceu no Recife e estreou na literatura em 1917 com a publicação do livro A Cinza das Horas. A escultura apresenta Manuel Bandeira sentado, ao lado de uma janela colonial, onde contempla toda a paisagem do Capibaribe, na rua da Aurora. Lendo trecho de seu poema Evocação, o poeta convida o visitante a fazer o mesmo. O portal simboliza a passagem que a poesia de Bandeira representa para a literatura brasileira.


João Cabral de Melo Neto – Rua da Aurora

João Cabral de Melo Neto nasceu no Recife e faleceu no Rio de Janeiro. Membro da Academia Brasileira de Letras, o poeta recebeu o Prêmio Luiz de Camões, o mais importante concedido a escritores da Língua Portuguesa. A escultura apresenta João Cabral, na rua da Aurora, sentado em um banco de praça em gesto contemplativo. Sobre a perna segura um livro aberto em seu poema que fala do rio Capibaribe: “o Cão sem Plumas”.